Pra começar vou me apresentar. Caipirinha, a preferência nacional, mais conhecida como Mariana, Mary, MacMary, como desejarem. Não tenho nada a ver com a idealização desse blog, não pensei nele, não estive nas discussões para sua elaboração. Sou apenas a amiga que resolveu ler as sandices de Tequila e Amarula e acabou se animando com a possibilidade de falar um pouco das suas também.
Antes que vocês me entendam mal, não sou uma alcoólatra desenfreada, apenas uma guria que gosta de curtir a vida, festas e de uns golinhos aqui outros ali. Não coloquei o nome do meu cachorro de Caipirinha (afinal, não o possuo XD). Mas tenho uma paixão inveterada por essa bebida que, se for profundamente analisada, não passa de uma limonada para maiores de idade (hehehehe).
Posso dizer que tenho muitas histórias relacionadas a bares e bebidas pra relatar. Algumas meio trash que se minha lucidez ou, quem sabe, minha embriaguez (caso eu resolva escrever algo em um momento digamos, alterado) permitirem, vão ser contadas aqui. Também tem aquelas que se tornam impossíveis de eu falar algo, porque não tenho certeza da veracidade dos fatos (se eu não lembro, não fiz).
Então pra iniciar com o pé direito, conto o que se passou na noite de ontem. Sim, ontem eu, Tequila e Amarula saímos juntas (pela primeira vez o.O) e acabamos nos perdendo no meio do caminho. A pessoa que vos fala atrasou completamente o andor da carruagem, chegamos no local com uma fila meio desanimadora, mas não desistimos. O vento gelado (viva Ponta Grossa) desanimava mais ainda. Tequila começou a ficar nervosa, queria porque queria ir pra outro lugar, sua única preocupação era com as cervejas que estavam sendo deixadas de serem ingeridas, enquanto permanecíamos naquela fila.Mas para mim era questão de honra entrar naquele lugar. Não arredaria o pé de lá por nada.
Chegamos na porta. Tão perto e ao mesmo tempo tão longe de poder entrar. Finalmente uma pessoa sai lá de dentro e eu entro sozinha. Vou direto ao bar, mas não consigo chegar ao meu destino. Procuro outras amigas que já haviam entrado. Pra não deixar o motivo do meu codinome em vão, peço uma caipirinha (ok, de morango, mas era caipirinha). Banda tocando e todo mundo apertado (basicamente uma caixinha de fósforos), quase impossível de dançar.
A noite vai avançando e nada das companheiras de bebidas aparecerem. Sabia que elas já se encontravam no recinto, mas não sabia onde. Eis que elas surgem. Peço uma cerveja com o intuito de dividir com todo mundo. Mas Amarula, menina prudente que é, não aceita, estava dirigindo. Tequila também não aceita. Aliás, ninguém aceita. Resultado, tenho que fazer a difícil tarefa de tomar uma garrafa de 600 ml sozinha e no bico (é feio, mas o garçom não queria me ceder copos).
Mais um tempinho se passa, as companheiras se vão e eu permaneço no lugar. Cerveja atrás de cerveja. Banda pára de tocar, o lugar vai esvaziando, esvaziando. Até que o segurança nos expulsa lá de dentro. Yes, eu e Aninha conseguimos o que queríamos. Vamos embora, mas antes uma passadinha pra uma boquinha rápida (incrível como de madrugada na volta de festas sempre dá fome). Aí sim cama.
Ao acordar, gosto de cabo de guarda-chuva na boca (ok, nunca lambi um cabo de guarda-chuva, mas todo mundo diz que é o mesmo gosto, eu que não sou louca pra comprovar), uma sede absurda que me fez até ter pesadelos durante o sono. Uma podridão e a vontade de permanecer na cama pelo resto da vida. Nessas horas que me pergunto, porque mesmo que eu saio e bebo tanto?
A pergunta se perde no tempo e no espaço. E só lembrarei dela novamente em um outro dia de ressaca.